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sexta-feira, 30 de março de 2012

Minha mãe é pé-frio

Observem o gráfico de Renda Nacional Bruta (PPP) per capita de Coreia do Sul e Brasil desde 1980 (retirados daqui).


Minha mãe, sul-coreana, chegou ao Brasil em 1981. Mais ou menos nessa época, enquanto o Brasil entrava em crise, a Coreia acelerava o seu catching-up. Ou seja, onde a minha mãe está, a economia está estagnada. Ou seja, a causa da estagnação da Coreia deve ser a minha mãe, certo?

Ou será que na verdade a causa tem a ver com o gráfico abaixo? Meus cumprimentos a Krugman e a Bernstein.



4 comentários:

Anônimo disse...

Seria interessante comparar com a Coréia do Norte e perguntar para os defensores do jargão "um outro mundo é possível" o que explicaria a brutal diferença nas trajetórias da renda per capita.

Thomas H. Kang disse...

Certamente. Embora eu ache que há muitas injustiças econômicas no mundo, não é sem o mercado que conseguiremos justiça. A Coreia do Norte é o patente exemplo disso.

Anônimo disse...

O que vem primeiro, uma sociedade justa ou homens justos? É no mínimo uma utopia falar em justiça quando se tem homens injustos (medíocres, corruptos, etc.) e instituições (judiciário, leis, etc.) que premiam a injustiça. Claro que me refiro ao Brasil. Nem entro na discussão dos marxistas e adeptos que imaginam uma sociedade igualitária (em termos de renda) mas que ignoram completamente as diversas dimensões humanas.

Thomas H. Kang disse...

Dificilmente se consegue um arranjo institucional justo com gente que não liga par valores evidentemente. Mas reformas institucionais podem e devem ser feitas, de tal maneira que os incentivos dos agentes a ter comportamentos free-rider diminuam. É possível que brasileiros tenham valores deturpados, mas convenhamos que talvez seja assim porque as nossas estruturas institucionais incentivam isso. É uma armadilha, equilíbrio subótimo.