Há pouco mais de um mês, fiz algumas perguntas a Eduardo Giannetti após uma palestra proferida por ele. Como eu disse em um post anterior , eu esgotei o pobre coitado. Minha pergunta pra ele foi sobre sua posição pessoal acerca do utilitarismo e da abordagem das capacitações. Ele evitou responder diretamente sua posição, mas depois de um tempo, disse que era muito crítico ao utilitarismo. Em meus poucos estudos sobre justiça distributiva, lembro que classicamente a utilidade pode ser identificado com (a) prazer, (b) felicidade e (c) satisfação de desejo (esse argumento está bem claro em um clássico artigo de Amartya Sen chamado "Well-Being, Agency and Freedom: the Dewey Lectures, 1984", publicado na Journal of Philosophy em alguma edição de 1985). Quaisquer dessas opções nos levam a um forte subjetivismo. É comum, por causa disso e até pela forma com que a Economia trata das funções de utilidade, que liguemos utilitarismo diretamente a subjetivismo. No entanto, não precisa se...
Oikomania: Reflexões em História Econômica, Desenvolvimento e Filosofia Política