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Mostrando postagens de Abril, 2013

Sobre vantagens comparativas (2)

1. Negar a lógica das vantagens comparativas no comércio não é uma opção para economistas. Vantagens comparativas continuam tendo alto poder explicativo - o que não tem nada a ver com prescrições normativas. Reconhecer o poder preditivo e explicativo da teoria não significa que ela deva ser utilizada como norma.

2. Se negar não é uma opção, quais motivos poderiam levar alguém a não recomendar o livre comércio? Jeff Williamson levanta três possibilidades em Trade and Poverty:

Maldição dos recursos naturaisVolatilidade dos preços das commoditiesDoença Holandesa

3. Por que estou escrevendo esse post? Porque é o que há de mais atualizado na discussão sobre o tema. Mesmo com Prebisch-Singer na cabeça ou lendo o Bresser falar de doença holandesa, Trade and Poverty do Williamson é leitura obrigatória para qualquer economista preocupado com as relações entre comércio, crescimento e pobreza. É um livro que junta décadas de pesquisa deste Professor Emérito do Departamento de Economia de Harvard.…

Documentário sobre planos de estabilização

Eu ainda não conhecia, mas a TV Câmara fez há alguns anos atrás um documentário sobre as tentativas de se debelar a inflação no Brasil, desde o Plano Cruzado até o Plano Real. É um subsídio interessante para aqueles que ensinam tópicos de Economia Brasileira. Sem contar que é sobre um dos períodos mais interessantes da história econômica recente.

Como o documentário foi feito há alguns anos, as quedas recentes nas taxas de juros e o período de crescimento recente (em boa parte por conta da alta das commodities) não são contempladas no final do filme. Além disso, o Gustavo Franco aparece fazendo comentários muito parecidos com a entrevista dada por ele no dia 3 de abril no Estadão.

Agradecimento a colega Dani Tocchetto, que tem passado isso para os alunos nas aulas de Macroeconomia na ESPM-Sul.