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Mostrando postagens com o rótulo economia matemática

Exata ou social?

Quem conhece muito pouco sobre Economia costuma dizer que ela é uma ciência exata às vezes. De fato, a Economia de hoje se assemelha às ciências exatas em certos aspectos, mas, obviamente, a maioria das pessoas que afirma isso o faz pelos motivos errados. A microeconomia como marco teórico é essencialmente matemática. Talvez esse seja o grande choque da pós-graduação. Enquanto na graduação simplesmente nos atemos mais à maximização de funções de utilidade ou lucro, a pós-graduação exige conhecimento em matemática que transcende muito o que se aprende na graduação. Isso não é um ode a superioridade da pós, até porque pouca intuição adicional é aprendida na pós-graduação. Àqueles que tem verdadeira ojeriza a parte de exatas, eu realmente recomendo que não insista em mestrado ou doutorado em Economia. Pelo menos nas escolas ortodoxas. E, caso queira fazer nas escolas heterodoxas, é bom deixar claro que seu espaço de discussão pode ficar reduzido. Não digo isso por preconceito à heterodo...

Matemática e Teoria Econômica

Semana passada, tivemos a oportunidade de assistir mais um dos seminários promovidos pelo ex-ministro Delfim Netto. Professor emérito da casa, Delfim sempre convida dois economistas, um da FEA e outro de fora, para debater assuntos de interesse acadêmico. Desta vez, o seminário foi sobre o papel da matemática na teoria econômica. Não são tão poucos os que rejeitam completamente o uso da matemática na Economia, pelo menos no Brasil. É claro que esse preconceito tem se esvaecido com o tempo. Amartya Sen e Paul Krugman, economistas um pouco (apenas um pouco) menos rejeitados por setores heterodoxos, já falaram bastante da utilidade da construção de modelos e das vantagens do instrumental matemático. Não é de se surpreender que mesmo alguns pós-keynesianos tem usado modelos matemáticos, sem contar alguns marxistas analíticos. O professor que representou a FEA no seminário foi o Chiappin, doutor em Filosofia, Física e Economia. Um professor excelente e de currículo invejável, cuja hiperativ...

Otimização dinâmica: por que não aprendi isso antes...

Em minhas primeiras semanas de mestrado, já foi possível perceber a grande defasagem existente nos cursos de Economia no nosso país. É evidente que a otimização dinâmica é muito útil para aqueles que querem fazer qualquer tipo de modelagem matemática em Economia (não importando a escola de pensamento). O fato é que poucos cursos oferecem como eletiva/optativa alguma disciplina de equações diferenciais. Ou seja, não estou sequer pedindo que seja obrigatória, pois sei que muitos alunos não interessados na academia não querem ter um semestre terrível devido a isso. Portanto, não defendo a idéia de que alunos metodologicamente ou profissionalmente pouco interessados em matemática avançada sejam obrigados a cursar tais disciplinas. No entanto, para os que se interessam e querem sofrer menos em um curso de mestrado, deveria haver a opção. E não só em função do mestrado. Muito do que é feito e publicado em Economia lida com otimização dinâmica. Por exemplo, um modelo de Taylor para a trajetór...