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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Reforma Luterana - Parte II: Sacerdócio Geral e Capital Social

Em seu estudo sobre o grau de confiança existente nas sociedades e seu papel na cooperação e no desenvolvimento, conhecido na literatura como capital social, Robert Putnam* coloca o seguinte:
Toda sociedade [...] se caracteriza por sistemas de intercâmbio e comunicação interpessoais [...]. Alguns desses sistemas são basicamente "horizontais", congregando agentes que têm o mesmo status e o mesmo poder. Outros são basicamente "verticais", juntando agentes desiguais em relações assimétricas de hierarquia e dependência. [...] Por exemplo, todos os grupos religiosos misturam hierarquia com igualdade, mas nas congregações protestantes os sistemas de relacionamento costumam ser considerados mais horizontais do que na igreja católica [romana]. (p. 182-3).

[...] quanto mais horizontalizada for a estrutura de uma organização, mais ela favorecerá o desempenho institucional da comunidade em geral (p. 185).

Não é o objetivo aqui atacar a hierarquia católica romana. A Reforma protestante não buscava a separação. Lutero queria, na verdade, que a Igreja voltasse ao verdadeiro fundamento contido nas Escrituras. Mas Lutero foi excomungado e a separação foi inevitável. Por outro lado, no entanto, os protestantes herdaram aspectos positivos do pensamento dos reformadores. Talvez uma das idéias mais importantes de Lutero e que tem a ver com a citação de Putnam há pouco mencionada seja o sacerdócio geral de todos os que crêem.

O sacerdócio geral de todos os crentes significa que não existe a necessidade do padre ou de qualquer hierarquia para se ter um relacionamento com Deus. Todos os cristãos são responsáveis aos olhos de Deus, sejam eles leigos (como a maioria das pessoas) ou ordenados (padres, pastores, diáconos, etc.). Dessa forma, Lutero reconecta o indivíduo a Deus, a salvação não é institucionalizada. Não há diferença nas obras de um padre ou de um leigo, a fé torna-se o fator essencial.

Uma vez que os sacerdotes ordenados não fazem mais o papel de ligação entre Deus e os homens, a conseqüência prática foi a maior horizontalização. O pastor passou a ser apenas um irmão mais velho que sabe mais e pode ensinar os outros, sem poderes especiais. Em uma sociedade que precisa tanto de menor concentração de poder, é interessante saber que a Bíblia em 1 Pedro 2.9 dá suporte ao sacerdócio geral.

Assim, a teologia luterana e reformada contribuiu de alguma forma para que a Palavra de Deus não fosse mais monopólio de alguns clérigos. A Bíblia foi traduzida para língua do povo, os clérigos não são mais do que os outros. Assim, com o poder distribuído de forma mais equânime, é mais fácil confiar uns nos outros e criar instituições mais justas. Creio que não seria um disparate associar as eqüitativas instituições suíças e escandinavas à influência que essas receberam da Reforma.

* Putnam, R. D. (1996). Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Reforma Luterana - Parte I: Graça

Em um país majoritariamente católico, poucos sabem que foi em 31 de outubro de 1517 que Lutero pregou suas famosas 95 teses na porta da catedral de Wittemberg. Menos pessoas sabem ainda do que se tratam essas teses e de suas conseqüências não apenas teológicas, como também na mudança que isso provocou na visão de mundo da época. Vou destacar dois pontos: um bastante teológico e outro que teve influências muito mais abrangentes.

Naquela época, a venda de indulgências, uma espécie de título que garantia o perdão de seus pecados quando comprados, estava disseminada. Pregava a Igreja da época que a salvação se dava por boas obras. Lutero, indignado com tal exploração, resgatou o papel da graça. Mas afinal, o que é graça?

Lutero quis deixar bem claro, assim como fizeram Paulo e Santo Agostinho, por exemplo, que nenhum de nós merece a salvação. Ninguém é bom o suficiente pra ir pro céu. Todos somos pecadores e, por mais que tentemos, não vamos conseguir ser bons. Sempre vamos escorregar em algum lugar. É por isso que, para Lutero, as boas obras não significam salvação - se significassem, nós poderíamos fazer um monte de caridade apenas por interesse próprio. Por isso que, para os luteranos, as obras são conseqüências da graça. Deus, de graça, sem que a gente mereça, concede pra nós a fé e o amor, que nos levam a fazer o que é certo (às vezes). Continuamos egoístas, interesseiros, tudo o mais - pecadores, resumindo. Mas Deus nos ajuda a vencermos nossa natureza.

Por isso, para a teologia luterana e reformada em geral, temos que ser humildes e reconhecer que sempre de novo erramos. A graça é parte fundamental do entendimento dos luteranos. Essa é a parte teológica - o legal foi que católicos romanos e luteranos concordaram em uma declaração conjunta que a graça é essencial.

Amanhã falo do sacerdócio geral de todos os crentes, que teve conseqüências sociais bastante interessantes.

Lamentável

Vai entender isso... Espero que não seja verdade que a Igreja Reformada Holandesa na África ainda não repudia o apartheid. Ainda bem que a maioria das igrejas cristãs, até onde sei, tem posicionamentos mais compatíveis com a ética cristã.

S. African church has failed to renounce apartheid, meeting told

Port of Spain (ENI). The World Alliance of Reformed Churches has said that a South African church, suspended from the grouping in 1982, cannot be readmitted because it has not renounced the support for the apartheid ideology that led to its exclusion. WARC leaders meeting near Port of Spain in Trinidad and Tobago heard that the Nederduitsch Hervormde Kerk van Afrika (Dutch Reformed Church), or NHKA, had not rejected apartheid or its theological justification despite its expressed desire to rejoin WARC.

Fonte: ENI

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Libertário critica anarquista

A despeito de todas as divergências que tenho com os libertários, não deixa de ser interessante o que diz Buchanan em relação aos que acreditam no anarquismo. Afirma Buchanan (p. 35) em "The Economics and the Ethics of Constitutional Order", xingando socialistas e anarco-capitalistas:

The romantic image of the state as an omniscient and benevolent entity, an image that had been around since Hegel, was shattered by the simple observation that those who act on behalf of the state are also ordinary humans, like the rest of us [...]. Centralized economic planning, with state ownership and control over means of production, has entered history as intellectual folly.

Até aí, nada de novo. A parte mais interessante vem a seguir:

At the opposing end to socialism on the imagined ideological spectrum stands the equally romantic ideal of laissez-faire, the fictional image of anarcho-capitalists, in which there is no role for the state for all. In this model, freely choosing individuals, who have somehow costlessly escaped from the Hobbesian jungle, will create and mantain markets in all goods and services, including the market for protection of person and possessions. It is as difficult to think sistematically about this society as it is to think of that society peopled by the "new men" of idealized communism [...].

Any plausible realistic analysis of social order, whether positive or normative, must be bounded by the limits set by these ideological extremes. The state is neither omniscient nor benevolent, but a political-legal framework is an essential element in any functioning order of human interaction.

O mais interessante de Buchanan é se fizermos um exercício de análise retórica. É notório que ele sempre se coloca como uma alternativa entre os extremos. O subtítulo de um outro livro dele é sintomático: "between Anarchy and Leviathan". Sabemos, no entanto, que Buchanan está muito mais próximo da anarquia do que do Leviatã, pois é um "libertarian". Não precisamos conhecer o "teorema do eleitor mediano" para saber que um discurso mais brando sempre é mais convincente para a maioria.

De qualquer forma, como ataque aos extremos, suas declarações são bastante úteis. E suas contribuições em relação a escolha pública não devem ser desconsideradas. Apenas não precisamos advogar o que ele defende. Acredito que, dentro de limites razoáveis, a questão não é o tamanho do Estado, mas sim como esse Estado atua.

Seleção natural e ação coletiva

Estou lendo um interessante paper de Elinor Ostrom* sobre ação coletiva. Há trechos inusitados como uma explicação evolucionária para a sobrevivência de características não "instrumentalmente racionais", como diria Weber. Se é verdade ou não, é outra história:

"Human evolution occurred mostly during the long Pleistocene era that lasted for about 3 million years, up to about 10,000 years ago. During this era, humans roamed the earth in small bands of hunter-gatherers who were dependent on each other for mutual protection, sharing food, and providing for the young. Survival was dependent not only an aggressively seeking individual returns but also on solving many day-to-day collective action problems. Those of our ancestors who solved these problems most effectively, and learned how to recognize who was deceitful and who was a trustworthy reciprocator, had a selective advantage over those who did not (Barkow, Cosmides and Tooby, 1992)" (Ostrom, 2000, p. 143).

Não costumo encontrar esse tipo de coisa em papers de economia freqüentemente.

Barkow, J. H.; Cosmides, L.; Tooby, J. eds. (1992). The Adapted Mind: Evolutionary Psychology and the Generation of Culture. Oxford: Oxford University Press.
Ostrom, E. (2000). Collective Action and the Evolution os Social Norms. The Journal of Economic Perspectives, Vol. 14, No. 3. Summer, pp. 137-158.

domingo, 28 de outubro de 2007

Clipping e comentário: desigualdade

Um texto interessante do meu amigo Ricardo Martini sobre desigualdade e pobreza na visão de Feldstein e Milankovic.

Já dou meu pitaco, embora não tenha lido os textos, o que pode ser um pouco irresponsável: acho que o Milankovic tem razão até por questões pragmáticas. Feldstein argumenta contra a idéia de igualdade econômica, pois sua demanda adviria da inveja, mesmo quando a desigualdade aumentada fosse resultado de uma melhoria de Pareto. No entanto, mesmo que eu ache a inveja algo moralmente condenável, a igualdade de recursos ou de bem-estar (outro belo debate, ver Dworkin se conseguir entender o texto dele sobre o assunto), precisa ser buscada para garantir certa estabilidade social.

O segundo argumento que apresento é muito melhor: desigualdade de recursos gera desigualdade de poder político, criando instituições que beneficiam apenas a elite: ou seja, incentivando a persistência da desigualdade e pouco desenvolvimento, no sentido amplo. Acemoglu, Johnson e Robinson tem um belo texto que fala sobre isso que pode ser encontrado aqui.

Atualização: o Ricardo Martini me chamou atenção que o contrário também pode ocorrer: desigualdade de poder político gerar desigualdade de recursos. Acredito que é um mecanismo de retroalimentação, como está no texto de Acemoglu et al. Valeu, Ricardo.

sábado, 27 de outubro de 2007

Curso sobre crises internacionais

Tivemos recentemente o privilégio de participar de um curso sobre crises financeiras internacionais ministrado pelo Prof. Dr. Bernardo Guimarães, que está hoje no Departamento de Economia da London School of Economics.

Foram quatro aulas, sendo que nas primeiras duas, o foco foram as crises cambiais. Nas outras duas, o tema foram as crises de dívida. Infelizmente, faltei uma das aulas, mas as outras três foram muito boas.

Prof. Bernardo, que fez mestrado na USP, esteve mais preocupado, corretamente a meu ver, na intuição dos modelos recentes que são tema de discussão nesse tópico. Além de ter um particular senso de humor, é um professor bastante didático e muito estimulado a dar aulas.

Esperamos que mais cursos como esses apareçam. Aqui, vocês podem ver as notas de aula do excelente curso.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A lucidez de Max Weber

Embora poucos economistas leiam o velho Max Weber, certas passagens demonstram que ele já sabia o que ainda é considerado novidade na economia. Por exemplo, vejam essa passagem que, inicialmente, parece ser uma crítica aos modelos:

Os tipos ideais de ação social que, por exemplo, são usadas na teoria econômica são portanto irrealistas ou abstratos, pois sempre perguntam que curso de ação ocorreria se esse fosse puramente racional e orientado apenas para fins econômicos. (p. 21)

Mais adiante, no entanto, Weber explica:

Quanto mais claro e preciso é o tipo ideal construído, ou seja, quanto mais abstrato e irreal é nesse sentido, mais apto está o tipo ideal para desempenhar suas funções em formulação de terminologia, classificações e hipóteses. (p. 21)

E para aqueles que pensam que Sen foi o primeiro a associar ética (compromisso) à racionalidade, esse trecho talvez seja bem esclarecedor. No mínimo, Sen deveria citá-lo:

Exemplos de [ações orientadas para] racionalidade de valor pura seriam as ações de pessoas que, desconsiderando o possível custo para eles próprios, agem para pôr em prática suas convicções naquilo que parece-lhes requerido pelo dever, pela honra, pela busca pelo belo, por um chamado religioso, pela lealdade pessoal, ou pela importância de uma causa, não importando no que ela consiste. (p. 25)

Para Weber, existe a racionalidade instrumental (zweckrational) e a racionalidade de valor (wertrational), além de outros tipos de motivações como a afetiva e a tradicional. Leiam o primeiro capítulo de "Economy and Society" de Max Weber.

obs: Todas as citações foram traduzidas da edição em inglês de 1968 , publicado em New York pela Bedminster Press.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Racionalidade econômica e suas limitações

Debate-se muito acerca do pressuposto de racionalidade que a economia neoclássica adota. O conceito de racionalidade econômica é bastante restrito e sofre críticas das mais diversas. As duas mais elaboradas são certamente as propostas por Herbert Simon e por Amartya Sen. De maneira alguma se desconsidera aqui os importantes resultados atingidos com os modelos baseados em escolha racional. De fato, a maioria dos modelos é muito útil. Contudo, certas situações necessitam outras abordagens.

Para deixar claro o que está se criticando, Sen trata das duas definições de racionalidade encontradas na economia. A primeira delas é a racionalidade como consistência. Por consistência, estamos falando da coerência interna das decisões tomadas pelos agentes. Um exemplo de consistência seria o pressuposto da transitividade, na qual dado que o agente prefere A a B e prefere B a C, logo ele tem que, por transitividade, preferir A a C. No entanto, essa idéia não faz nenhuma consideração aos objetivos: é possível ter escolhas perfeitamente consistentes indo em direção contrária aos objetivos. Se lembrarmos dos livros-textos de microeconomia, temos as hipóteses de preferências completas, transitivas e reflexivas.

A segunda definição é a da racionalidade como maximização de auto-interesse. Esse pressuposto não é testável. A mera possibilidade de que considerações éticas possam afetar o comportamento real dos agentes faz com que o assunto mereça atenção. Não se pode simplesmente tomar como dado que racionalidade é igual à maximização de auto-interesse: não há evidências empíricas em favor disso. Se o comportamento real pode ser condicionado por considerações éticas, a teoria econômica deveria considerá-la, mesmo pensando em termos pragmáticos. Pode-se estar perdendo parte das causas de determinados fenômenos.

Simon ainda fala na racionalidade de objetivo, ou a racionalidade substantiva, como definida por Simon. Para essa abordagem, a racionalidade garante que, dado um objetivo, o agente consegue calcular como atingir esse objetivo. Problemas cognitivos, no entanto, impedem os agentes de atingir eficientemente esses objetivos. É devido a isso que Simon defende a racionalidade procedimental ou aquilo que chamamos de racionalidade limitada. A Nova Economia Institucional, representada pelas correntes de North e Williamson, usa esse pressuposto, que é um enfraquecimento da racionalidade substantiva neoclássica.

Como dito por North, a abordagem neoclássica é muito útil para alguns modelos. Sen afirma de certa forma o mesmo. Para ambos, no entanto, necessitamos da flexibilização desses pressupostos para explicar alguns problemas econômicos como países de instituições ineficientes ou o ethos japonês e sua relação com o crescimento japonês, por exemplo. Talvez seja verdade.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Entre princípios e conseqüências: Bonhoeffer e Sen

Quando Dietrich Bonhoeffer, pastor e teólogo alemão na época da II Guerra, decidiu fazer parte da conspiração contra a vida de Hitler, ele talvez tenha pensado diversas vezes se fizera a coisa certa. Entretanto, ante as enormes atrocidades cometidas pelo nazismo e o silêncio de boa parte das igrejas, ele tinha que tomar uma decisão. Atentar contra a vida de alguém, mesmo que fosse Hitler, seria ferir um princípio claramente expresso nos Dez Mandamentos, por exemplo. Ademais, mesmo a filosofia analítica kantiana consideraria isso uma quebra de um princípio básico: as pessoas não devem ser meios de se atingir algo mais, mas fins.

Com milhares de judeus sendo perseguidos e após ter fundado a Igreja Confessante, formada pelos cristãos contrários ao regime hitlerista, Bonhoeffer tomou sua decisão. Como sabemos, Hitler não foi morto por revoltosos e os conspiradores foram posteriormente descobertos. Bonhoeffer foi mandado para a prisão, onde escreveu diversas cartas, poemas e inclusive trechos que viriam a formar seu livro sobre ética. Dias antes da libertação da cidade em que se encontrava preso, um dos maiores teólogos e mártires do século 20 foi morto pelos nazistas.

Em seu livro “Ética”, a principal conclusão é a seguinte: não podemos simplesmente basear nossa ética somente em conseqüências, como faz o utilitarismo. No entanto, os dilemas de uma ética de princípios são claramente identificados na decisão de tentar ou não matar Hitler. Para Bonhoeffer, é preciso deixar algum espaço na ética para Deus. Ambos os extremos são equivocados.

Recorrer a Deus é bom (na minha opinião), mas mesmo apenas racionalmente é possível justificar a inadequação de qualquer ética puramente baseada em princípios ou somente baseada em conseqüências. Por que afinal certos princípios devem ter prioridade absoluta quando confrontados com questões de vida ou morte? Mesmo na branda versão liberal de justiça escrita por Rawls, temos a prioridade da liberdade. Esta e versões mais extremas como o libertarianismo (perdão pelo neologismo) negligenciam as conseqüências em última instância. Mesmo que afirme-se que adotar os princípios libertários seja conseqüencialmente benéfico, na hora de julgar um estado de coisas em que no limite tenha-se que escolher entre o princípio ou a conseqüência, a decisão será favorável ao princípio. Por outro lado, o utilitarismo é absolutamente conseqüencialista e vai sempre ignorar direitos, por exemplo. Se para atingir um determinado fim for necessário passar por cima de alguns direitos básicos, não há problema, seja lá qual for o fim.

Em situações conflitantes entre meios e fins, é preciso uma outra resposta ética. Toda essa argumentação baseia-se principalmente nas contribuições de Amartya Sen, o qual tenta fornecer uma resposta. De qualquer forma, o problema está bastante claro e, certamente, precisamos de outra resposta.

domingo, 7 de outubro de 2007

Novo livro de Rodrik

Dani Rodrik acaba de lançar seu livro chamado One Economics, Many Recipes: Globalization, Institutions, and Economic Growth, que você pode ver aqui.

A propaganda ele faz no seu blog e, como é típico dele, ele se posiciona a favor do instrumental orotodoxo, embora diga que se faz às vezes equívoco uso desse instrumental. É uma boa discussão.

sábado, 6 de outubro de 2007

Aqueles textos do Acemoglu

Recentemente, muito se comentou acerca dos textos publicados pelo trio Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson. Os dois mais conhecidos são "The Colonial Origins..." e "The Reversal of Fortune...".

O grande debate é sobre o alcance do instrumental econométrico usado para explicar os motivos pelos quais alguns países prosperaram enquanto outros não. As críticas são inúmeras, mas antes de criar preconceitos e não ler qualquer coisa escrita por esses caras, leia o seguinte texto: "Institutions as the Fundamental Cause of Economic Growth".

O texto é longo, mas acho que vale a pena. É uma excelente forma de misturar economia com ciência política.

Se tu nada conhece sobre Economia Institucional, vá ler Douglass North - mas a partir de 1990. Antes pode ser interessante também - se puder leia tudo, oras, mas não vá sair falando bobagem pensando que ele ainda acredita nas coisas que escreveu em 1973. Tu pode até acreditar, mas não diga que o North acredita nisso pra justificar tua afirmativa.

PS: Não perca a oportunidade de pegar os livros do Acemoglu de graça aqui. Agradeço a dica do Leo Monastério.