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Otimalidade de Pareto: sintetizando

A otimalidade de Pareto, como bem chamou atenção meu amigo Guilherme Stein, é de fato o resultado encontrado em construções dedutivas da microeconomia através das trocas livres. De fato, nesse sentido, o ótimo de Pareto não é um julgamento moral.

Todavia, a Economia do Bem-Estar utiliza a otimalidade de Pareto como critério de avaliação do bem-estar. Nesse sentido, utilizá-lo normativamente parece ser arbitrário, embora seja o resultado natural das trocas na caixa de Edgeworth na ausência de externalidades.

Na verdade, a evolução da economia positiva impediu a sobrevivência de outros critérios de avaliação. A avaliação utilitarista clássica baseava-se no sum-ranking, a soma total das utilidades. Com as críticas de Lionel Robbins às comparações interpessoais de utilidades, como bem analisa Sen (1999) em "Ética e Economia", estas passaram a ser consideradas éticas/normativas. Assim, afirma Sen o seguinte:

com o desenvolvimento da tendência anti-ética, quando as comparações interpessoais de utilidade passaram a ser evitadas na economia do bem-estar, o critério sobrevivente foi a otimalidade de Pareto. (Sen, 1999, p. 47).


Essa frase não deixa claro se a otimalidade de Pareto em si é um julgamento ético, mas a leitura de outros parágrafos indica que é um critério de avaliação, o que para mim, não permite possibilidade para não considerá-lo como algo arbitrário. Como não ser normativo na economia do bem-estar? Essa é uma humilde pergunta que faço aos leitores desse blog.

Comentários

Thomas,

Acho que tem um jeito de fazer com que Pareto otimalidae nao seja um criterio normativo. Basta vc esquecer que titio Bentham existiu. Ou seja, desconsiderar que é "bom" a maior felicidade do maior número. Nos nos acostumamos tanto com o utilitarismo que jah o tomamos como dados.

Outro assunto: aguardo colaborações para o:
http://lmonasterio.blogspot.com/2007/04/i-prmio-eo-de-ignorna-econmica.html

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