Pular para o conteúdo principal

PIB zero

Um dos diretores da ESPM-Sul me chamou atenção para a manchete do Jornal do Comércio, um periódico econômico local. A manchete dizia o seguinte: "País pode ter PIB zero no terceiro trimestre". PIB zero deve ser o Armageddon, o fim do mundo maia antecipado ou coisa parecida. Comecei a pregar o arrependimento no pátio da ESPM. Felizmente, meus queridos alunos de Macroeconomia da RI reclamaram no site e assim respondeu o JC:


Ganhei meu dia.

Comentários

risco disse…
ja vi eles escreverem PIB negativo.

eles alteraram a manchete na internet, mas tem a capa aqui:http://jcrs.uol.com.br/_arquivos/79402_CapaPequena.jpg
Thomas H. Kang disse…
Valeu, Risco! Já postei a capa.
Anônimo disse…
Urgente!

PIB zero também na BBC Brasil!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/

(às 16:30 do 6 de dezembro)
Anônimo disse…
ontem mesmo eu escrevi para a BBC pedindo a correção da manchete PIB Zero


hj pra minha surpresa tem uma manchete maior ainda, no topo da primeira página:

"PIB zero do Brasil preocupa vizinhos"

(12:04, do 7/12)

Postagens mais visitadas deste blog

Lutero e os camponeses

São raros os momentos que discorro sobre teologia neste blog. Mas eventualmente acontece, até porque preciso fazer jus ao subtítulo dele. É comum, na minha condição declarada de cristão luterano, que eu sempre seja questionado sobre as diferenças da teologia luterana em relação às outras confissões. Outra coisa sempre mencionada é o episódio histórico do massacre dos camponeses no século XVI, sancionado por escritos de Lutero. O segundo assunto merece alguma menção. Para quem não sabe (e eu nem devo esconder isso), Lutero escreveu que os camponeses, que na época estavam fazendo uma revolta bastante conturbada, deveriam ser impedidos de praticarem tais atos contrários à ordem - inclusive por meio de violência. Lutero não mediu palavras ao dizer isso, o que deu a justificativa para a violenta supressão da revolta que ocorreu subsequentemente. O objetivo deste post não é inocentar Lutero do sangue derramado sobre o qual ele, de fato, teve grande responsabilidade. Nem vou negar que Lutero ...

Cotas e incentivos

Os resultados do vestibular da UFRGS tem novamente gerado discussões a respeito da política de cotas. A adoção de um sistema de cotas pela UFRGS, no qual 30% das vagas foram reservadas para candidatos egressos de escolas públicas, sendo que metade dessas para negros auto-declarados, desde que atingissem certo patamar mínimo, gera enorme polêmica principalmente agora. Muitos candidatos, que seriam aprovados caso não existisse essa política, sentem-se injustiçados e pretendem entrar com um processo contra a universidade. As denúncias poderiam se basear no princípio constitucional da isonomia. Sem querer discutir a justiça ou não de tal sistema, uma análise dos incentivos de um sistema de cotas no médio prazo pode ser interessante para entender que possíveis reações ela pode provocar. Uma das possibilidades seria uma alteração na demanda das famílias por escolas particulares: passa a valer menos a pena pagar uma escola cara para o filho, uma vez que há reservas de cotas para alunos de esc...

Endogeneidade

O treinamento dos economistas em métodos quantitativos aplicados é ainda pouco desenvolvido na maioria dos cursos de economia que existem por aí. É verdade que isto tem melhorado, até porque não é mais possível acompanhar a literatura internacional sem ter conhecimento razoável de técnicas econométricas. Talvez alguns leitores deste blog ouçam falar muito em endogeneidade ou variáveis endógenas, principalmente no que se refere a modelos econométricos. Se pensamos em modelos de crescimento endógeno, o "endógeno" significa que a variável que causa o crescimento é determinada dentro do contexto do modelo. Mas em econometria, embora não seja muito diferente do que eu disse na frase anterior, endogeneidade se refere a "qualquer situação onde uma variável expicativa é correlacionada com o erro" (Wooldridge, 2011, p. 54, tradução livre). Baseando-me em um único trecho do livro do Wooldridge (Econometric Analysis of Cross-Section and Panel Data, 2 ed, 2011, p. 54-55) ...