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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Novo qualis de economia

Eu mudaria bastante a lista.

Acho que o Leo Monastério está certo em dizer que há menos distorções do que em outras áreas. Entendo também que o processo de escolha do qualis é tanto técnico quanto político. E sei também que cada indivíduo pode vir como um ranking diferente do meu (sabemos como é difícil agregar preferências...). Mas tenho alguns pontos que deveriam ser considerados.

  • Primeiro, a defesa da minha área. As melhores revistas de história econômica, no caso a Journal of Economic History, a Explorations in Economic History e a Economic History Review amargam posições B no ranking (B1, B1 e B2 respectivamente). Enquanto isso, revistas também voltadas a públicos específicos como a History of Political Economy (A1), Journal of Post-Keynesian Economics (A1) ou Cambridge Journal of Economics (A1) estão muito à frente.
  • Isso não significa que eu ache que as revistas de história econômica tenham que ser A1. Mas outras revistas de públicos específicos e de impacto relativamente baixo, por mais que publiquem excelentes artigos, não podem ser igualadas a AER, QJE, JPE ou Econometrica na minha opinião.
  • Revistas de história econômica que já estão com boa inserção internacional como a Revista de História Económica ou a European Review of Economic History nem figuram na classificação.

Ficarei apenas com essas observações, embora eu pudesse discutir mais sobre isso.




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Seminário: Educação e Expansão das Capacitações



Nesta sexta-feira (manhã e tarde) e no sábado pela manhã, teremos o seminário Educação e Expansão das Capacitações. O evento é promovido pelos PPGE-UFRGS e pelo PPGFil-UFRGS, com apoio da FEE. 

O seminário vai se tratar de um diálogo entre economistas e filósofos sobre a questão da educação. Teremos papers de economia de educação, filosofia política, instituições e educação, etc. Embora nem todos papers tratem de capacitações, a ideia é fazer um diálogo a respeito disso. A mesa principal, com a presença de convidados de fora, tratará diretamente do tema. 

Inscrições no site: http://www.ppge.ufrgs.br/educacao/

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Estado da arte no comércio

Apenas recentemente consegui ler alguns dos artigos do simpósio sobre comércio internacional publicados na Journal of Economic Perspectives deste ano. A JEP sempre é a salvação quando você precisa de uma atualização rápida na fronteira da ciência econômica. 

A volta da abordagem ricardiana aos modelos de comércio para tentar entender melhor os novos padrões de comércio com a expansão de economias de renda média é talvez um dos assuntos mais interessantes. O modelo ricardiano era recentemente encarado apenas como uma maneira didática de introduzir posteriormente modelos mais complexos como o de fatores específicos ou o próprio Heckscher-Ohlin. Ademais, com a importância nos anos 80 e 90 do comércio intra-indústria e o sucesso empírico da "equação da gravidade", os modelos que mais chamavam atenção eram aqueles de concorrência monopolística e economias de escala (à la Krugman-Helpman). No entanto, Eaton e Kortum (2002) trouxeram à tona modelos inspirados em vantagens comparativas oriundas de diferenças tecnológicas (à la Ricardo), mas com hipóteses mais fracas, abrindo novos caminhos na pesquisa sobre comércio. 

Já em edições anteriores da JEP, a questão das firmas exportadoras estava em voga - o que é novamente contemplada nessa edição em artigo de Melitz e Trefler. Afinal, nem todas as firmas exportam. Entender melhor as características micro dos setores que exportam é outro ramo da investigação recente em comércio internacional.

O artigo de Hanson nesse JEP talvez faça as perguntas interessantes em suas considerações finais. Entre elas, tentar explicar a hiper-especialização que tem havido recentemente (em parte devido ao boom das commodities, que tem explicado em boa parte nosso crescimento recente) e entender se o boom de commodities impactou ou não sobre o padrão de vida dos países de baixa renda. Questões fundamentais na agenda de pesquisa sobre comércio internacional.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Samuel Pessoa opinando sobre educação

Talvez não concorde com tudo o que está escrito, mas acho que o Samuel Pessoa levanta questionamentos que eu também tenho quando estudo educação.