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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Enfim, a liberdade

Esse post não tem nada a ver com libertários.

Eu e o Renato, meu orientador, assinamos os últimos papéis. Em breve, as cópias da minha dissertação ficariam prontas: cinco cópias apenas encadernadas, três cópias com capa dura. Uma delas, para a biblioteca, uma outra pra mim e a última de presente para o Renato. Após o almoço, estava tudo pronto. Paguei os R$ 491,50 - descobri depois que teria despendido muito menos se tivesse encomendado as cópias para as concorrentes. Pelo Facebook, meu amigo Will perguntou se a dissertação era folhada a ouro e a Emily perguntou se eu tinha impresso diamantes.

Agora só faltava revisar para ver se não havia nenhum erro crasso na impressão ou na encadernação. Revisei as seis cópias a serem entregues para a FEA e pareceu estar tudo em ordem, tirando erros de português que só então eu tinha percebido. Too late.

Tudo pronto, era 15h30. Quando me dei por satisfeito, uma chuva torrencial começou a cair. A documentação deveria ser entregue no prédio do FEA-5 e a secretaria só fechava às 17 horas. O acesso ao prédio passava por uns 30 metros de um caminho descoberto. De chinelos de dedo e com seis dissertações, pensei que esperar era melhor. Afinal, o prazo de depósito era ainda no dia seguinte. A chuva era de verão, acabaria rápido.

Quanto mais o tempo passava, mais piorava a ventania e a chuva. Os alagamentos em São Paulo têm sido comuns. Procurei por remos na FEA, mas nada. 16h30. Comecei a ficar ansioso. A Vivi perguntou se eu era de açúcar. Disse que não, mas que as dissertações eram. A chuva estava ainda pior. Peguei a mochila, enfiei as cópias e fui decidido sob o olhar incrédulo de alguns. Por sorte, eu tinha um pequeno guarda-chuva: como ter um conta-gotas para apagar um incêndio. Atravessei bravamente os 30 metros, praticamente nadando. Os alunos do primeiro ano olharam-me estupefatos quando cheguei na entrada do prédio, onde eles pacientemente esperavam para fazer o caminho contrário.

Subi as escadas e cheguei na secretaria. A mulher da secretaria ainda me disse para tirar o guarda-chuva molhado do sofá. Mas isso não impediu que eu me tornasse finalmente livre, ao começar o quarto ano do mestrado, quase virando retardatário de alunos da turma posterior a minha. Depositei. Agora, só falta a defesa em fim de março ou abril para eu me tornar Mestre Kang...

2 comentários:

Diego Maciel disse...

Parabéns quase mestre!

Depois posta ela aqui no blog para que seus seguidores apreciem!

Henrique disse...

putz, 4o ano de mestrado não é uma boa, apesar de inescapável, perspectiva...

O que é melhor nesses casos? Carrot ou stick?

Parabéns, mano!