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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hiperinflação ainda existe


Em minha última viagem eclesiástica, conversei com um amigo do Zimbabwe. Masimba é cego, mas formado em ciências sociais - teve a sorte de ter condições para isso. Em meio a nossa conversa sobre a situação atual do Zimbabwe sob o comando do ditador Mugabe, fiquei surpreso com o problema inflacionário de lá. Confesso que não tenho lido muito os jornais internacionais. 

Como presente e prova de que hiperinflação ainda existe, ele me deu a seguinte cédula que me tornou trilionário em dólares do Zimbabwe.


Sim, 50 trilhões de dólares. Masimba estimou seu valor em US$ 0,25. Nem isso, na verdade, o povo já está usando a moeda sul-africana e o dólar americano. Fiquei feliz com o presente, embora reconheça tristemente o que significa tamanha inflação para um povo pobre como o do Zimbabwe. E ali está meu cartão de estudante, só pra provar que a cédula é minha, hehe.

3 comentários:

Gustavo Bonato disse...

Pelo menos as crianças aprendem fácil os múltiplos de milhão. Eu não sei o que vem depois de "trilhão".

Thomas H. Kang disse...

Hehaueha, boa pergunta!
A gente era mais esperto: cortávamos os zeros antes...

Anônimo disse...

Olá Thomas.Tenho uma dúvida.

O sistema de preços permite sinalizar aos empresários onde há restrição de oferta. Isso permite que eles se adaptem, ampliando sua oferta e beneficiando, com isso, o consumidor, que terá a sua demanda atendida por preços mais baixos. Mas se o governo controla a inflação, como saber onde há restrição de oferta?

Por outro lado, se o governo não controla a inflação, isso causará um problema político, pois deixará a população insatisfeita, considerando que a adaptação dos empresários não será instantânea e os preços continuarão subindo. Qual a solução?

E, por fim, o controle de inflação não é no mínimo questionável (embora tenha a sua importância política), na medida em que restringe a demanda, cabendo a população decidir o que compra ou nao?