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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

20 Years of Human Development

Recebi do meu ex-professor Flávio Comim (da UFRGS, economista do PNUD-Brasil e do Capability and Susteinability Centre da Universidade de Cambridge) um convite para acompanhar as discussões em um grupo do Facebook sobre "20 Years of Human Development". Aqueles que têm Facebook e se interessam pela discussão econômica-filosófica acerca do bem-estar, dêem uma olhada. Alguns dos debates referem-se à comparação entre IDH e medidas de felicidade ou aos resultados atingidos ao longo dos 20 anos em que o IDH tem sido calculado. Está interessante.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Paper no prelo

Meu paper "Justiça e Desenvolvimento no Pensamento de Amartya Sen" foi aceito para publicação na Revista de Economia Política - REP. Ou como dizem alguns, na Brazilian JPE. Brincadeiras à parte, é uma das revistas mais importantes de Economia no país (gostem ou não, hehe). Resta saber em que edição ele será publicado.

De quebra, virei parecerista da mesma revista imediatamente. Anunciam que vão publicar meu paper e já me mandam trabalho. Assim que é bom, hehe.

PS: Eu gosto da REP, mas também gosto de piadas. =)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade


O tema da Campanha da Fraternidade desse ano é "Economia e Vida", como a mídia tem propalado nos últimos dias. Como tem acontecido a cada cinco anos, a Campanha da Fraternidade desse ano é ecumênica, contando com a participação não apenas da Igreja Católica Romana, mas também de todas as outras igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, o CONIC.



As declarações têm sido polêmicas, muito críticas ao modelo atual do capitalismo. O reverendo anglicano Luiz Barbosa, secretário-geral do CONIC, chegou a fazer referências a partidos - não em tom necessariamente elogioso, mas que já gera polêmicas. Ainda não ouvi pronunciamentos do Pastor Carlos Möller, luterano (e pai de meu amigo Mathias) e presidente do CONIC.



Estando indiretamente envolvido nesses assuntos, por estar participando de debates parecidos no Conselho Mundial de Igrejas, acredito que várias das críticas levantadas pelas igrejas são válidas. De fato, o dinheiro tem adquirido caráter divino - aquilo que o economista do CMI, o tanzaniano Rogate Mshana, sempre chama de "money-theism". Mas há exageros nessa campanha certamente, uma vez que o tom dos discursos se aproxima de um discurso socialista. Principalmente tratando-se de um organismo representando fiéis de muitas igrejas, deve-se tomar maiores cuidados.



Uma explicação para isso é que a maioria das igrejas tradicionais têm suas diretorias bastante influenciadas pela teologia da libertação, o que não necessariamente ocorre com as comunidades das igrejas. Concordo com alguns pontos da teologia da libertação como, por exemplo, a preferência pelos pobres, mas sei também que um organismo que representa as igrejas deve tomar cuidado para de fato representá-las - e não exagerar na propagação de alguma idéia dominante.



De qualquer forma, a Campanha incentiva a reflexão. Nesse sentido, é muito válido.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Crise pós-mestrado

A fase pós-mestrado é uma grande crise, assim como ocorre em qualquer fim de etapa.

Poucos são os ex-mestrandos que não passam por isso, à exceção dos que fazem um concurso ou já conseguem trabalho no setor privado antes mesmo do depósito: caso de alguns colegas meus no BNDES, IPEA, Credit Suisse, entre outros.


Por enquanto, é preciso pensar na banca da defesa da dissertação. Ela será oficialmente composta por Renato Colistete (meu orientador), Dante Aldrighi e William Summerhill (UCLA).
O mais interessante é que Summerhill participará via videoconferência. Colegas meus fizeram a mesma coisa, contando assim com pessoas importantes nas suas bancas.

A expectativa é para final de março ou começo de abril.


Enquanto isso, meu paper não foi aceito para a conferência de Historical Roots of Social Exclusion in Latin America em Londres. Entretanto, segundo a organizadora, Ame Bergés, pelo tema de meu paper tratar-se de história mais recente. Ela incentivou-me a enviar para um próximo seminário que tratará de educação no ano que vem.

Por outro lado, Jörg Baten estará em agosto organizando um evento sobre capital humano e história econômica na Universidade de Tübingen. Por falta de recursos, Baten perguntou-me se eu estaria interessado numa apresentação via Skype ou videoconferência. Se acontecer, será algo bem interessante.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Enfim, a liberdade

Esse post não tem nada a ver com libertários.

Eu e o Renato, meu orientador, assinamos os últimos papéis. Em breve, as cópias da minha dissertação ficariam prontas: cinco cópias apenas encadernadas, três cópias com capa dura. Uma delas, para a biblioteca, uma outra pra mim e a última de presente para o Renato. Após o almoço, estava tudo pronto. Paguei os R$ 491,50 - descobri depois que teria despendido muito menos se tivesse encomendado as cópias para as concorrentes. Pelo Facebook, meu amigo Will perguntou se a dissertação era folhada a ouro e a Emily perguntou se eu tinha impresso diamantes.

Agora só faltava revisar para ver se não havia nenhum erro crasso na impressão ou na encadernação. Revisei as seis cópias a serem entregues para a FEA e pareceu estar tudo em ordem, tirando erros de português que só então eu tinha percebido. Too late.

Tudo pronto, era 15h30. Quando me dei por satisfeito, uma chuva torrencial começou a cair. A documentação deveria ser entregue no prédio do FEA-5 e a secretaria só fechava às 17 horas. O acesso ao prédio passava por uns 30 metros de um caminho descoberto. De chinelos de dedo e com seis dissertações, pensei que esperar era melhor. Afinal, o prazo de depósito era ainda no dia seguinte. A chuva era de verão, acabaria rápido.

Quanto mais o tempo passava, mais piorava a ventania e a chuva. Os alagamentos em São Paulo têm sido comuns. Procurei por remos na FEA, mas nada. 16h30. Comecei a ficar ansioso. A Vivi perguntou se eu era de açúcar. Disse que não, mas que as dissertações eram. A chuva estava ainda pior. Peguei a mochila, enfiei as cópias e fui decidido sob o olhar incrédulo de alguns. Por sorte, eu tinha um pequeno guarda-chuva: como ter um conta-gotas para apagar um incêndio. Atravessei bravamente os 30 metros, praticamente nadando. Os alunos do primeiro ano olharam-me estupefatos quando cheguei na entrada do prédio, onde eles pacientemente esperavam para fazer o caminho contrário.

Subi as escadas e cheguei na secretaria. A mulher da secretaria ainda me disse para tirar o guarda-chuva molhado do sofá. Mas isso não impediu que eu me tornasse finalmente livre, ao começar o quarto ano do mestrado, quase virando retardatário de alunos da turma posterior a minha. Depositei. Agora, só falta a defesa em fim de março ou abril para eu me tornar Mestre Kang...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O preço da liberdade

Após alguns dias de silêncio, venho comunicar que as oito cópias de minha dissertação de 191 páginas, das quais três com capa dura e 20 páginas coloridas em cada, custaram 491 reais e cinquenta centavos.

Agradeço por doações.

É o preço da liberdade. O depósito está próximo.