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Postagens

Direitos de propriedade - não apenas para alguns

Direitos de propriedade são importantes, mas não do modo como muita gente prega. Acemoglu, Johnson e Robinson (2004, p. 9) explicam bem o que são "boas instituições": For example, a set of economic institutions that protects the property rights of a small elite might not be inimical to economic growth when all major investment opportunities are in the hands of this elite, but could be very harmful when investments and participation by other groups are important for economic growth (see Acemoglu, 2003b). To avoid such a tautology and to simplify and focus the discussion, throughout we think of good economic institutions as those that provide security of property rights and relatively equal access to economic resources to a broad cross-section of society. Although this definition is far from requiring equality of opportunity in society, it implies that societies where only a very small fraction of the population have well-enforced property rights do not have good economic insti...

Dotação de fatores e instituições: Engerman e Sokoloff

Após ter sido ignorada por algum tempo, a literatura sobre as questões de longo prazo na história econômica da América Latina voltou a ter posição de destaque. Segundo Coatsworth (2005), houve um retorno às grandes questões que inspiraram estruturalistas, cepalinos, dependentistas, entre outros. No entanto, os novos estudos abordam os assuntos não sob essas perspectivas, mas sob uma visão da economia institucional. Um trabalho de destaque no debate é o paper de Engerman e Sokoloff (1997), no qual os autores tentam explicar as diferentes performances de longo prazo dos países da América Latina a partir das diferenças de dotação de fatores e das instituições que elas geraram. Em posterior artigo, Engerman e Sokoloff (2002) aprofundam seus argumentos. Contrariando interpretações que buscam na cultura ou na herança nacional a fonte das disparidades entre os países latino-americanos, os autores pretendem mostrar evidências de que as instituições criadas nesses países tem forte re...

Voltando

Após as férias, período em que a preguiça tomou conta de meu corpo e cérebro, esse blog tratará de principalmente história econômica, economia institucional e, por vezes, religião. Em breve, tenho que fazer um projeto de dissertação e, portanto, não vou mais fugir de minha área.

Resposta ao Stein I: salário-eficiência

Stein dos Rabiscos, com sua eloqüência e conteúdo habituais, criticou duramente meu post recente. Vamos por partes, começando pelo salário-eficiência. A idéia de que o salário-eficiência é uma situação que se sustenta no equilíbrio é uma idealização. Parte do pressuposto implícito de que não exista uma competição entre os trabalhadores empregados e os desempregados. Os desempregados que realmente quisessem trabalhar estariam dispostos a assinar contratos que garantissem sua produtividade. Além disso, se os trabalhadores não querem produzir a quantidade “X” ao salário “Y”, eles se enquadram na categoria de desemprego voluntário, ou seja, não fazem parte do desemprego do qual Keynes falava. Portanto, os salários são flexiveis e o que a teoria do salário-eficiência descreve é apenas um dos motivos pelos quais os trabalhadores decidem não trabalhar. Segundo Romer (2005), cap. 9, o qual trata do desemprego, a hipótese fundamental tanto no modelo básico de salário-eficiência como no modelo ...

Platão, imperfeições e novos-keynesianos

Na Grécia Antiga, Platão costumava diferenciar o mundo das idéias do mundo real. No mundo ideal, as formas eram perfeitas e suas correspondentes no mundo real eram apenas cópias imperfeitas. Nos intervalos de nossas sucessivas reencarnações, as almas contemplavam o perfeito mundo das idéias e reconheciam seus correspondentes no mundo real. Pensando em um exemplo, reconhecemos que pitbulls e puddles são cachorros porque lembramos vagamente de sua forma ideal, embora pitbulls e puddles sejam bastante imperfeitos. Compreender o mundo das idéias exigia abstração e Platão acreditava que a matemática, da forma geométrica trabalhada pelos gregos, era a melhor forma de compreender o ideal. A escola fundada por ele, a Academia, destacava-se por estudar intensamente a matemática, que era, portanto, um método superior de aquisição de conhecimento. Não obstante a motivação platônica fosse o ideal, em certos campos do conhecimento, a matemática tornou-se o único método válido, embora nada garanta q...

Toma, Gutenberg

Philipe, dos Rabiscos , acabou de me mandar isso por e-mail. Segundo a fonte originária: This is the oldest existing document in the world printed with metal movable type: an anthology of Zen teachings, Goryeo Dynasty, Korea... 1377. It's a little known fact, at least in the West, that movable type was first developed in Korea circa 1230, over 200 years before that goldsmith from Mainz came on the scene. I saw this today in the National Library of Korea in Seoul (more on that soon). This book is actually a reproduction. The original resides in Paris and is the subject of a bitter dispute between the French and Korean governments. Toma, Gutenberg.

Coréia e EUA assinam acordo

Coréia e Estados Unidos assinam acordo de livre comércio: SEOUL, South Korea, June 30 — The United States and South Korea on Saturday signed the largest free trade deal for Washington since the North American Free Trade Agreement in 1992, though Democratic leaders in Congress warned that they would not approve it. [...] If approved by the legislatures of both countries, the agreement could expand trade between the countries, already worth about $79 billion a year, as much as $20 billion, according to recent estimates by United States and South Korean economists. The deal, known as the Korean Free Trade Agreement, calls for eliminating tariffs on 95 percent of consumer and industrial products on both sides within three years.