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Mostrando postagens com o rótulo bem-estar

Lara-Resende sobre desigualdade e bem-estar

*** ATUALIZAÇÃO O site do Ministério do Planejamento disponibilizou o artigo do Lara-Resende que não conseguimos ler no site do Valor (como está escrito abaixo). Clique aqui e leia! *** A coluna de André Lara-Resende , um dos pais do Plano Real, no caderno "Eu&Fim de semana" do Valor Econômico é sobre desigualdade e bem-estar. Um interessante artigo que debate não apenas os efeitos diretos da desigualdade sobre o bem-estar, como também questões de valor que estão sempre envolvidas nesse debate. Infelizmente, o site do Valor não permite que leiamos o artigo inteiro (eu recebi por email de um colega). Se você não tem login do Valor ou não tem o jornal em casa, vá à biblioteca da sua faculdade de Economia e leia a coluna.

IDH de 1970 a 2007

Gustav Ranis (Yale) e Francis Stewart (Oxford) mostram que México, Chile e Panamá foram os países de "alto IDH" que apresentaram maior evolução desde 1970 . Ainda acho que classificar países como o Brasil como tendo "alto IDH" é um erro. Mas pelo menos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um índice mais completo para mensuração de bem-estar, apesar de todas as suas limitações em relação à agregação. Confirmando as expectativas, casos de sucesso de crescimento do IDH em geral combinam crescimento econômico com políticas de redistribuição de renda e mudanças institucionais.

20 Years of Human Development

Recebi do meu ex-professor Flávio Comim (da UFRGS, economista do PNUD-Brasil e do Capability and Susteinability Centre da Universidade de Cambridge ) um convite para acompanhar as discussões em um grupo do Facebook sobre "20 Years of Human Development". Aqueles que têm Facebook e se interessam pela discussão econômica-filosófica acerca do bem-estar, dêem uma olhada. Alguns dos debates referem-se à comparação entre IDH e medidas de felicidade ou aos resultados atingidos ao longo dos 20 anos em que o IDH tem sido calculado. Está interessante.

Qual o conceito de desenvolvimento? - parte 2

Amartya Sen aponta para uma resposta para a pergunta destacada no título em um artigo de 1988, primeiro capítulo do Handbook of Development Economics, chamado "The Concept of Development". Uma característica que ele deixa clara é que o conceito de desenvolvimento sempre teve forte conteúdo valorativo. Talvez indo além do que ele escreve, eu pergunto: por que variáveis como PIB foram consideradas importantes? Certamente porque se pressupunha a direta e inequívoca relação entre bem-estar e PIB. No entanto, sabemos que não é bem assim. É fundamental portanto que se analise outros fatores que afetem o bem-estar, tais como saúde e educação. Seria muito simples fazer isso, não fossem os evidentes problemas filosóficos que estão por trás disso. A Economia, que sempre se baseou na filosofia utilitarista e, portanto, em uma concepção subjetivista, não poderia aceitar comparações interpessoais de utilidade. Explicando em palavras mais simples: de acordo com os pressupostos éticos da Ec...

A busca pelo ótimo de Pareto

Depois de um jogo entre São Paulo e Palmeiras, nada melhor do que uma conversa sobre Economia. Com uma caminhada de 45 minutos pela frente, eu e meu colega Richard, um especialista em Escola Austríaca e torcedor do porco, discutimos inúmeros assuntos, inclusive o famoso ótimo de Pareto. O ótimo de Pareto (Vilfredo Pareto foi economista e sociólogo italiano da Escola de Lausanne) é um conceito fundamental na ciência econômica. Em muitas análises, busca-se chegar nesse ótimo, o que acontece quando melhorias de Pareto não são mais possíveis. Uma melhoria de Pareto é a melhora na situação de um sem piorar a dos outros. Quando se exaurem todas as melhorias paretianas, estamos no ótimo: só é possível melhorar a situação de alguém piorando a de outrem. A pergunta é: embora o ótimo de Pareto esteja em muitas análises na Economia do Bem-Estar, não é esse ótimo um juízo de valor arbitrário? Evidentemente, a resposta é sim. No entanto, sabemos que poucas pessoas achariam (em princípio) ruim melho...