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Mostrando postagens com o rótulo democracia

Resposta ao Diego: ética e crenças

Diego Rodrigues falou de seu posicionamento favorável acerca das pesquisas com células-tronco embrionárias. Se pudéssemos votar nessa questão, nossos votos coincidiriam. No entanto, Diego disse coisas com as quais discordo profundamente e achei que valeria a pena postar meu comentário por aqui também. Quem quiser entender a discussão, leia o texto dele e leia a minha resposta abaixo: Diego, vou ter que discordar profundamente de ti em algumas questões. Até agora, tenho sido a favor das pesquisas, embora considerando que a decisão não é simples. No entanto, a forma que tu atacou o pensamento religioso não faz muito sentido quando tu quer falar sobre ética. Ética tem a ver necessariamente com nossas concepções de mundo, sejam elas religiosas ou não. Podemos atribui-las a Deus, a filósofos ou a quem quer que seja. Tu dizes que "o ético não pode ser confundido com a crença, com a bíblia, com os valores e ideologias que sustentam concepções de mundo e de vida". Mas o ético trata...

Caplan e a armadilha das idéias

O prof. Cláudio do De Gustibus sugeriu que os blogs se manifestassem em relação às idéias de Bryan Caplan, começando com Idea Trap . Confesso que nunca lera Caplan antes, então, julgo que meus comentários a respeito do texto serão bastante superficiais, caso não sejam equivocados. A tese fundamental do texto é de que existe uma armadilha das idéias: uma espécie de círculo vicioso (até me lembrou Myrdal). Baixo crescimento, péssimas políticas e idéias ruins estão, para Caplan, altamente relacionados. Idéias ruins geralmente aparecem em contextos ruins, crises por exemplo, que impedem as pessoas de pensar racionalmente. Obviamente, aprofunda-se o problema. A impressão que tive do texto é que ele se concentra muito em exemplos relacionados ao comunismo. Seria mais ilustrativo e um pouco menos anacrônico se ele focasse mais em políticas intervencionistas em um sistema capitalista. Embora sejam idéias muito antigas também, criticar as teses Keynesianas seria muito mais relevante. Afinal, f...

Fome e democracia

A greve dos funcionários da USP deixou um problema para nossos estômagos: o fechamento do bandeijão. É evidente que não passamos fome, embora tenhamos que comer menos e pagando mais em outros lugares. Mas são custos que só temos por vivermos em uma democracia. No entanto, em outros lugares, o problema da fome existe. Provavelmente, o primeiro economista a falar no assunto foi meu xará Thomas Malthus em seu "Ensaio sobre a População". Os economistas o conhecem mais por Keynes considerá-lo seu precursor e por ter travado discussões com David Ricardo em defesa dos proprietários de terra, aqueles que com suas vidas ociosas poderiam reestabelecer o equilíbrio acabando com o problema do subconsumo. No entanto, sua teoria populacional ficou mais conhecida em outros meios e, sombriamente, Malthus disse que a produção de alimentos crescia a taxas aritméticas, enquanto a população seguia em progressão geométrica. Ou seja, o mundo conheceria no futuro uma terrível fome. O tempo mostrou...