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Mostrando postagens com o rótulo comércio internacional

Prebisch e Singer revisitados

Ainda pesquisando globalização em perspectiva histórica, continuo postando a respeito. Em post anterior em junho, falei rapidamente dos trabalhos de Hadass e Williamson (2001) revisitando a deterioração dos termos de intercâmbio dos países periféricos, como defendido pioneiramente por Prebisch e Singer em meados do século XX. Resumidamente, como colocado pelo resumo da literatura feito por Lindert e Williamson (2003), não foi o que aconteceu. Não apenas os termos de troca da periferia melhoraram até a I Guerra, como melhoraram muito mais do que em relação à Europa. As estimativas falam em aumento de 2% para a Europa, 10% para o Leste Asiático e de 21% para o resto do Terceiro Mundo! Falseada a tese Prebisch-Singer, isso significa que a globalização favoreceu a periferia? Não necessariamente por duas razões. No curto prazo, se o setor exportador do país não é tão grande, os efeitos em termos de PIB não serão tão grandes também. Uma segunda razão é de longo prazo: choques positivos nos t...

Impressões sobre as palestras com Jeff Williamson

Jeff Williamson e sua mulher Nancy assitiram um samba conosco em um bar na Vila Madalena. Além do casal ser bem-humorado, pagaram todas as despesas (incluindo táxi e bebidas). Das cervejas que experimentamos, ele gostou bastante da Bohemia. Mas indo para o assunto principal, o curso do professor emérito de Harvard está sendo muito interessante. Na terça-feira, Jeff discutiu globalização e desigualdade, tentando mostrar que grande parte da queda da desigualdade na Inglaterra a partir de meados do século XVIII não teria se devido apenas ao aumento da produtividade causado pela Revolução Industrial. Um fator importante também teria sido a abertura comercial, aumentado a taxa salários-renda da terra: uma conclusão de modelos como Stolper-Samuelson. Aqui na periferia, teria ocorrido o oposto. Na quarta, discutimos muitas questões. Saí confuso em relação aos efeitos de protecionismo, tarifas e livre comércio. Há muito para ser estudado ainda em relação ao tema. Resta saber o que Jeff William...

Coréia e EUA assinam acordo

Coréia e Estados Unidos assinam acordo de livre comércio: SEOUL, South Korea, June 30 — The United States and South Korea on Saturday signed the largest free trade deal for Washington since the North American Free Trade Agreement in 1992, though Democratic leaders in Congress warned that they would not approve it. [...] If approved by the legislatures of both countries, the agreement could expand trade between the countries, already worth about $79 billion a year, as much as $20 billion, according to recent estimates by United States and South Korean economists. The deal, known as the Korean Free Trade Agreement, calls for eliminating tariffs on 95 percent of consumer and industrial products on both sides within three years.

Discutindo vantagens comparativas

Thomas H. Kang disse... Desculpa, Stein. Não entendi o que disseste no último parágrafo. Talvez seja por burrice. Mas como é que um país não vai produzir relativamente melhor um bem? A não ser no caso de que ele produza os dois bens (suponhamos que ele só possa produzir dois bens) com exatamente a mesma eficiência, algum bem ele vai produzir melhor: mesmo que seja pior que o mesmo bem em outro país. Suponhamos que esse seja o bem x. Em A, x é produzido por $2 e em B, por $1. Em A, y é produzido por $5, em B, por $1. Nesse caso, A produz pior os dois bens, mas segundo a TVC, ele deve se especializar na produção de x, enquanto B se especializa em y, mesmo produzindo melhor as duas mercadorias. Ótimo, só repeti o que Ricardo disse. Com isso, não entendi o que vc quis dizer. "se um país não é relativamente mais produtivo em nenhum bem em relação a qualquer outro país". Como assim? Deve se produzir o que tiver com a relação de preços menos desfavorável... Se vc não ente...