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Mostrando postagens com o rótulo Nova Economia Institucional

Finalmente o Oliver Williamson

Em primeiro lugar, Feliz Dia das Crianças. Talvez o Williamson não tivesse tantas esperanças de ganhar o Nobel algum dia. Douglass North, representante da outra vertente da Nova Economia Institucional ganhou em 1993 com Robert Fogel. Em 2007, a vertente de teoria dos contratos distinta levou o Nobel com caras como Roger Myerson, por exemplo. Mas Oliver Williamson foi finalmente lembrado. Acredito que muitos achavam que ele merecia, mas que não levaria. Levou. Quem talvez não fosse esperada como vencedora é Elinor Ostrom. Sua contribuição para temas como governança e ação coletiva é interessante ao que parece. Confesso que li apenas um ou dois papers de Ostrom. Particularmente lembro de um bem didático e fácil da Journal of Economic Perspectives do verão de 1990 . Como bem disse o Ricardo Leal, em seu comentário no último post, poucos esperavam esse resultado . Eu confesso que gostei da Economia Institucional ter sido novamente agraciada, embora eu seja uma pessoa mais ligada à vertente...

Seminários da semana

Em primeiro lugar, minhas desculpas por estar afastado da blogosfera recentemente. Pretendo contribuir mais com textos sobre história econômica, filosofia política, cristianismo, além dos tradicionais posts acerca da vida de mestrando na USP. *** Da vida de mestrando, posso apenas comentar que anteontem tivemos a presença do Prof. Philip Arestis, do Department of Land Economy da University of Cambridge. Sua palestra, aproveitando sua passagem no Brasil para o I Congresso Brasileiro Keynesiano, foi sobre a macroeconomia britânica nos últimos anos e algumas críticas a algumas proposições consensuais. Nada diferente do que esperamos de um pós-keynesiano. Alguns professores estavam visivelmente incomodados com o que Arestis disse. *** Nesta semana, temos também a presença do historiador econômico John Nye, da George Mason University. Bati um papo com ele na quarta-feira, momento no qual ele deu algumas opiniões acerca de meu projeto de dissertação. Hoje em breve, teremos um seminário com e...

Os complexos de economistas e cientistas políticos

Em um livro já não tão novo, datado de 1970, Albert Hirschman, um dos representantes do “Development Economics”, escreve algo interessante e até curioso acerca dos colegas da ciência política. Isso ainda é bastante atual para o Brasil, onde a influência da ciência política norte-americana vem chegando aos poucos. Não significa que eu seja contra a ciência política formalizada, inclusive pretendo usá-la. Reconheço, no entanto, que em alguns pontos Hirschman tem razão: [...] eu espero demonstrar aos cientistas políticos a utilidade dos conceitos econômicos e aos economistas, a utilidade dos conceitos políticos . Essa reciprocidade tem estado em falta nos recentes trabalhos interdisciplinares, porquanto os economistas têm afirmado que conceitos desenvolvidos com o propósito de analisar fenômenos de escassez e alocação de recursos podem ser usados com sucesso para explicar fenômenos políticos diversos como poder, democracia e nacionalismo. Eles têm, dessa forma, conseguido ocupar vasta...

Instituições e educação - parte I

Com propriedade, afirmou Douglass North (1990, p. 80): Throughout most history the institutional incentives to invest in productive knowledge have been largely absent, and even in Third World economies today the incentives are frequently misdirected. If Third World countries do invest in education, they frequently misdirect the investment into higher education, not primary education (which has a much higher social rate of return than does higher education in Third World countries). A crítica é que, em um país subdesenvolvido, os retornos da educação são mais altos caso se invista em educação primária. A Coréia, por exemplo, expandiu maciçamente em todos os níveis de educação, mas evidentemente, espalhou-se em primeiro lugar o primário. North, entretanto, na hora de explicar os motivos pelos quais as instituições dos países subdesenvolvidos têm esses problemas, afirma que: But if the market was imperfect so that the private rates of return were so low as not to make such private investu...

Economia Institucional: leis ou costumes?

Embora hoje em dia todos saibam que instituições importam, as escolas institucionalistas são ainda pouco conhecidas. A fama de Douglass North (Nobel em 1993 com Robert Fogel) não corresponde ao conhecimento médio que se tem acerca do trabalho dele. Além da linha de North, existem ainda outras escolas institucionais. A seguir apresento as duas principais correntes existentes hoje. Sob o rótulo de "Nova Economia Institucional" (NEI), existem duas linhas principais. Ambas tiveram grande influência dos escritos de Coase e sua abordagem dos custos de transação. Ambas também trabalham com o conceito de racionalidade limitada proposto por Simon, embora acreditem que o pressuposto da racionalidade substantiva (microeconomia) seja muito útil para explicar diversos fenômenos. Por fim, ambas são relativamente próximas à teoria neoclássica. A escola liderada por North tem suas origens nas pesquisas do referido autor em história econômica e desenvolvimento. A partir delas, North chegou a ...