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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Vítimas das enchentes em SC

Prezados leitores,
Peço um momento para divulgação de importante informação. Em breve, devo escrever sobre Noruega e Suécia. Grato pela paciência.
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Em adição às contas da defesa civil (estão mais abaixo), a direção da igreja luterana (a qual pertenço) também abriu conta para ajudar diretamente no trabalho, até porque há uma enorme presença de nossa igreja por lá. Mas não interessa quem são as vítimas, todas precisam de ajuda. Seria legal que todo mundo colaborasse um pouquinho, nem que seja com 1 real. Acredito que a Defesa Civil fará bom uso dos recursos, mas quem quiser fazer uma doação mais direta:

Favorecido: IECLB Camp Calamidade SC
CNPJ: 92.926.864/0001- 57
Banco do Brasil
Ag. 0010-8
C/C: 40.000-9

http://www.luteranos.com.br/articles/10841/1/Carta-de-apelo-do-P-Presidente-as-enchentes-de-SC/1.html

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu contas correntes em vários bancos para receber doações para ajudar a resolver alguns problemas criados pela catástrofe recente.

- Caixa Econômica Federal: agência 1877, operação 006, conta 80000-8
- Banco do Brasil: agência 3582-3, conta 80000-7
- BESC: agência 068-0, conta 80000-0
- Bradesco: agência 0348-4, conta 160000-1
- Itaú: agência 0289, conta 69971-2
- Santander: agência 1227, conta 430000052

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ 04.426.883/0001- 57.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Professor Kang?

Faz parte da vida do mestrando uma experiência como monitor em alguma cadeira da graduação. Os cursos de pós-graduação strictu sensu geralmente requerem que o aluno seja assistente de algum professor. Fui monitor oficialmente de Formação Econômica e Social do Brasil II, mas não havia muito a ser feito. Substitui nesse semestre o monitor de Microeconomia II. Semestre que vem, estou escalado para ser o monitor de Econometria I.

Nesse semestre, ser monitor de Microeconomia II foi muito gratificante. De fato, corrigir provas e fazer gabaritos de listas dá muito trabalho. E a percepção do alto custo é mais forte ainda quando se sente que a dissertação está sendo deixada de lado. Por outro lado, estar em sala de aula e interagir com os alunos é legal, mesmo quando não se tem grande afinidade com a matéria, como é o meu caso. Apesar de meu subdesenvolvido raciocínio microeconômico, os alunos parecem não ter problemas comigo e inclusive gostam da monitoria, uma vez que eu e o outro monitor, o Wander, preparamos a monitoria do jeito que podemos.

Inclusive surpreendi os alunos quando disse-lhes que minha área de pesquisa era em história econômica. Particularmente na FEA-USP, onde a visão que os alunos têm de história econômica é bastante associada ao estudo detalhista da escravidão em certas regiões, eles parecem às vezes não acreditar que existem outras formas de se fazer história econômica. Não conseguem conceber que um historiador econômico possa achar microeconomia um assunto importante, embora não seja de fato sua matéria predileta.

Recentemente, o prof. Abramovay, que é responsável pela disciplina de Introdução às Ciências Sociais, pediu-me que eu apresentasse as idéias de Amartya Sen para seus alunos, a maioria do primeiro ano da graduação. Embora eu tenha tentado traduzir vários conceitos de Sen de forma simples, acredito que foi uma aula com excesso de informação para eles. Pelo menos tentei interagir com a turma e eles participaram. Claro que não entenderam bem a crítica de Sen à economia do bem-estar, nem a idéia de capacitações. Mas poucos economistas sabem desses assuntos mesmo. Pelo menos, falei de algo que sei. Obviamente sinto-me muito melhor assim e espero ter incitado pelo menos a curiosidade de alguns para o campo do desenvolvimento humano.

De qualquer forma, as duas experiências são e foram boas, apesar do problema do tempo para preparar, corrigir, etc. A única recomendação para futuros monitores é que preparem as aulas. Minha monitoria pode não ser fantástica, mas os alunos parecem reclamar que tiveram monitores em outras matérias que não se preocupavam em preparar as coisas. Um simples preparo de 1h pode ser toda diferença para esses alunos, além é claro de uma certa clareza para passar as informações.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Educação nos EUA

Meu orientador Renato Colistete chamou atenção para a seguinte coluna do New York Times. Vale a pena ler. Segundo o autor da coluna, os professores Claudia Goldin e Lawrence Katz de Harvard colocam a educação como o principal fator a explicar a diferença que existia entre os EUA e o resto do mundo. Isso até a educação entrar em estagnação por lá.

Erro da ANPEC

A prova da ANPEC esse ano se superou. Um concurso que decide a vida de futuros mestrandos não pode ter falhas tão grandes em sua organização.
Uma série de erros seguidos foi responsável por prejudicar a vida de muitos. Em primeiro lugar, houve atraso na divulgação dos resultados. Logo em seguida, descobriu-se que alguns centros receberam a classificação com os pesos errados. Assim, os resultados divulgados que já estavam atrasados tiveram que ser retirados. Logo, publicou-se o que seriam os resultados com os pesos corretos. Como se não bastasse, o pior veio no final: houve erro na correção e diversos alunos estavam com as notas erradas, prejudicando toda a classificação.
Até então a USP já tinha ligado para muitos convidando-os para a reunião. Era evidente a indignação de professores que passaram a tarde ligando para alunos confiando na classificação divulgada. A classificação correta só veio à tona na terça, quando USP e FGV-EESP faziam suas reuniões com os alunos chamados anteriormente. EPGE-FGV e PUC-Rio resolveram adiar suas reuniões em uma semana.
Aqui não se deseja achar culpados, mas apenas dizer que erros desse tipo não podem acontecer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O que mudou com o mestrado?

Estamos em vias de conferir a divulgação da classificação do exame da ANPEC, que vai definir o rumo de muita gente nos mestrados em economia. Na terça-feira que vem, a USP deve reunir os possíveis futuros alunos, assim como farão também alguns outros centros. Todos vão vir com aquelas expectativas de sempre, com milhares de dúvidas e sem saber o que se espera deles.

O mestrado é um curso importante, embora possamos ter muitas reclamações. Sempre temos aquela maneira de olhar para o passado imaginando um contrafactual do tipo: "aquilo lá poderia ter sido melhor". De fato, o curso não é perfeito. Mas o mestrado aqui na USP, e também em outros lugares de qualidade, certamente permite um avanço enorme no conhecimento. Às vezes, não aprendemos tanto com as disciplinas na hora que as cursamos. Lemos e estudamos para as provas usando livros de difícil compreensão em uma linguagem com a qual não estamos nem um pouco acostumados. No entanto, sente-se a diferença na leitura posterior de livros de graduação, que após dois anos de sofrimento tornam-se leituras de cabeceira como se fossem histórias em quadrinhos ou Harry Potter (com todo respeito aos fãs do jovem mago, representados também na pós-graduação aqui da FEA-USP).

Livros como Varian ou Gujarati, que antes tinham algumas (ou muitas, dependendo do aluno) partes obscuras (confesso que não entendia o Gujarati direito), parecem agora ser livros muito simples. É isso que permite que os alunos do segundo ano no mestrado consigam ser monitores de disciplinas da graduação com relativa facilidade.

É claro que ler as coisas do mestrado continua complicado. Estudo em nível de pós-graduação é um processo de aprendizado lento e às vezes sofrido, mas que é muitas vezes recompensador. De fato, mudar-se, sair de casa e abandonar amigos e amores são custos altos. No entanto, não é em vão. Acredito que a FEA-USP foi uma boa opção, conquanto possamos sempre ter reclamações. Há desorganizações, há situações que achamos injustas. Mas no final das contas, creio que tive um bom curso.